sábado, 10 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Give Me Strenght
Por Pedro dos Anjos
Olá pessoas. Decidi voltar as atividades blogueiras por aqui depois de um longo tempo sem postar nada. Pra recomeçar escolhi postar um video do guitarrista britânico Eric Clapton, artista pelo qual tenho uma grande admiração. Uma canção curta e simples encontrada no disco 461 Ocean Boulevard, que vem em forma da oração abaixo:
''Dear Lord, give me strenght to carry on
Dear Lord, give me strenght to carry on
My home may be out on the highway
Lord, I've done so much wrong
But please, give me strenght to carry on.''
''Clapton is God'', diziam as pichações espalhadas por Londres nos anos 60, feitas por jovens inflamados com a explosão de Clapton nos Bluesbreakers de John Mayall. Nos poucos versos da canção acima, Clapton parece assumir o papel de um homem que deixa claro o contrário. Alguém que reconhece sua completa fragilidade e pequenez. Totalmente afastado do caminho e pedindo auxílio ao único que é capaz de ajudá-lo, de dar força a ele.
Clapton não é Deus e eu acredito que ele está satisfeito com isso. Porque assim como cada um de nós, frágeis, pequenos e perdidos, ele precisa de força e ele precisa de Deus.
''Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração. Serei achado de Vós, diz o Senhor..'' Jeremias 29. 13-14
sábado, 2 de abril de 2011
Carta aberta a Marco Feliciano
Prezado Deputado Marco Feliciano,
É com grande preocupação que nós, cristãos comprometidos com o Evangelho de Cristo Jesus e os valores da Reforma Protestante, vemos as suas declarações referentes aos negros africanos e o homossexualismo. Ao se definir como pastor evangélico, o senhor assumiu o compromisso de defender as verdades do Evangelho, conforme ensinado por Cristo Jesus e seus apóstolos, no Novo Testamento. No entanto, seus pontos de vista não condizem com a Verdade que o senhor afirma defender.
Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, repudiamos qualquer ensino que associe a maldição lançada a Canaã com o povo africano. Em Gênesis 9:24-27, vemos que a maldição é lançada apenas sobre Canaã, e não sobre os demais filhos de Cam e que ela consistiria na servidão aos filhos de Sem e de Jafé, o que acontece quando o povo de Israel conquista as cidades cananeias por meio de Josué. A exegese de Gênesis 10:16-19 mostra que os cananeus habitaram o Oriente Médio e não a África. Além disso, a leitura do Antigo e do Novo Testamento mostra que os cananeus se misturaram com os judeus e que o próprio Senhor Jesus Cristo é descendente da cananeia Raabe (Mateus 1:5).
Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, repudiamos a sua declaração de que "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição". Ao contrário, reafirmamos o ensino da depravação total, ensinado por Paulo em Romanos 3:9-18, que mostra que todos os homens, independente de sua opção ou comportamento sexual, são injustos, inúteis, cheios de amargura e prontos a fazer o mal, andando em caminhos de destruição e miséria. Não são os sentimentos homoafetivos, mas sim a nossa morte espiritual e amor pelo pecado (Efésios 2:1-3) que nos tornam praticantes do ódio, do crime e da rejeição.
Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, reafirmamos ao senhor e à sociedade que o ensino bíblico é o de que todos os homens, independente de seu povo, etnia, comportamento sexual ou classe social, estão todos, sem distinção, debaixo da ira de Deus porque todos nós pecamos (Romanos 3:23), sendo por isso, dignos de morte (Romanos 6:23). E é com uma ênfase ainda maior que nos lembramos de que Cristo Jesus se fez maldito no lugar de todo ser humano que, independente de seu povo, etnia, comportamento sexual ou classe social (Gálatas 3:13), se volta para Ele, arrepende-se de seus pecados, crê em Sua ressurreição, confessa a Sua divindade e invoca o Seu nome (Romanos 10:9-12). Esse é o verdadeiro Evangelho!
Não aceitaremos mais que a mais bela verdade já ensinada aos homens seja manchada e distorcida publicamente por quem deveria defendê-la. E, por isso, protestamos contra seus posicionamentos e o exortamos, em nome de Jesus Cristo, a arrepender-se deste pecado.
Cristãos Juntos Pelo Evangelho
Via Reforma e Carisma
É com grande preocupação que nós, cristãos comprometidos com o Evangelho de Cristo Jesus e os valores da Reforma Protestante, vemos as suas declarações referentes aos negros africanos e o homossexualismo. Ao se definir como pastor evangélico, o senhor assumiu o compromisso de defender as verdades do Evangelho, conforme ensinado por Cristo Jesus e seus apóstolos, no Novo Testamento. No entanto, seus pontos de vista não condizem com a Verdade que o senhor afirma defender.
Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, repudiamos qualquer ensino que associe a maldição lançada a Canaã com o povo africano. Em Gênesis 9:24-27, vemos que a maldição é lançada apenas sobre Canaã, e não sobre os demais filhos de Cam e que ela consistiria na servidão aos filhos de Sem e de Jafé, o que acontece quando o povo de Israel conquista as cidades cananeias por meio de Josué. A exegese de Gênesis 10:16-19 mostra que os cananeus habitaram o Oriente Médio e não a África. Além disso, a leitura do Antigo e do Novo Testamento mostra que os cananeus se misturaram com os judeus e que o próprio Senhor Jesus Cristo é descendente da cananeia Raabe (Mateus 1:5).
Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, repudiamos a sua declaração de que "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição". Ao contrário, reafirmamos o ensino da depravação total, ensinado por Paulo em Romanos 3:9-18, que mostra que todos os homens, independente de sua opção ou comportamento sexual, são injustos, inúteis, cheios de amargura e prontos a fazer o mal, andando em caminhos de destruição e miséria. Não são os sentimentos homoafetivos, mas sim a nossa morte espiritual e amor pelo pecado (Efésios 2:1-3) que nos tornam praticantes do ódio, do crime e da rejeição.
Nós, cristãos juntos pelo Evangelho, reafirmamos ao senhor e à sociedade que o ensino bíblico é o de que todos os homens, independente de seu povo, etnia, comportamento sexual ou classe social, estão todos, sem distinção, debaixo da ira de Deus porque todos nós pecamos (Romanos 3:23), sendo por isso, dignos de morte (Romanos 6:23). E é com uma ênfase ainda maior que nos lembramos de que Cristo Jesus se fez maldito no lugar de todo ser humano que, independente de seu povo, etnia, comportamento sexual ou classe social (Gálatas 3:13), se volta para Ele, arrepende-se de seus pecados, crê em Sua ressurreição, confessa a Sua divindade e invoca o Seu nome (Romanos 10:9-12). Esse é o verdadeiro Evangelho!
Não aceitaremos mais que a mais bela verdade já ensinada aos homens seja manchada e distorcida publicamente por quem deveria defendê-la. E, por isso, protestamos contra seus posicionamentos e o exortamos, em nome de Jesus Cristo, a arrepender-se deste pecado.
Cristãos Juntos Pelo Evangelho
Via Reforma e Carisma
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O blues da encruzilhada, a vanglória e o gloriar-se na cruz.
Por Pedro dos Anjos
Conta a mais famosa lenda do Blues que lá nas bandas do Mississipi, EUA (grande berço desse estilo de música afro-americana) havia um certo guitarrista medíocre chamado Robert Johnson. Ele buscava talento com o instrumento para conquistar fama e sucesso. Certa noite ele foi à encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, carregando seu violão. À meia-noite, diz a história, Johnson vendeu sua alma ao diabo, que apareceu na forma de um homem negro, o qual pegou o instrumento e o afinou um tom abaixo, consumando o pacto. Johnson se tornou um grande guitarrista (segundo a lenda por causa do pacto), influenciou inúmeros grandes músicos, mas viveu uma vida devassa, morrendo aos 27 anos.
Essa clássica história me levou a refletir um pouco sobre a inclinação maligna que há no coração de toda a humanidade, de buscar a sua própria glória e encher-se de si mesma, buscando destronar Deus e ocupar o lugar de honra que é devido somente a Ele. Nosso orgulho e vontade de crescer, a busca dos nossos próprios meios e sabedoria foi a causa da nossa queda. Escolhemos voluntariamente virar as costas pra Deus numa constante busca por independência e negação da Sua Glória. Por isso que o pecado é tão grave. Por trás de qualquer pecado há o orgulho e pretensão de dizer que Ele não é tão importante quanto o meu Eu. E o diabo é um excelente afinador de guitarras, quando elas são na verdade nosso orgulho. Ele sabe como ninguém regar a semente da vaidade e fazê-la crescer.
Nossa vaidade e ganância são enormes, nossos pés correm para praticar qualquer coisa que eleve nosso ego, adoramos ser reconhecidos pelos outros, amamos ser elogiados pelos nossos feitos, perseguimos desesperadamente o sucesso e prosperidade-muitas vezes a qualquer custo. Vivemos em um mundo que não ama, não serve, não se importa e ainda conseguimos nos orgulhar de nós mesmos.
Cristo amorosamente nos chama para nos gloriarmos na cruz, nos despindo de toda vaidade e auto-suficiência. Ele nos chama para viver a loucura do Evangelho. À primeira vista, gloriar-se num pedaço de madeira usado como pena de morte é algo semelhante a gloriar-se na cadeira elétrica!
"Mas longe de mim esteja gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo,
pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo". Gálatas 6:14
Jesus nos convoca para nos gloriarmos no que é um dos instrumentos de morte mais terríveis já inventados, mas que através do amor de Deus nele revelado e do sangue nele derramado, tem poder de nos regenerar e reconciliar com o Senhor e nos tornar vencedores sobre todas as coisas, incluindo a nossa falsa auto-suficiência. Enquanto não nos esvaziarmos de nossa falsa bondade, justiça própria e orgulho de nossa moralidade não poderemos nos encher de Deus. Trago aqui um trecho de um sermão de Charles Haddon Spurgeon intitulado "Last things":
"Deixe-me levar você lá pra cima, para seu próprio leito de morte, lá talvez a lâmpada brilhará melhor para você. Olhe para as ações que você pensou serem grandes, e pelas quais você se orgulhou de si mesmo – como elas irão parecer no final? Você fez dinheiro, você o fez bem rápido, fez todas as coisas de maneira bem esperta e adorou a si mesmo por isso, assim como muitos outros adoraram a si mesmos por conquistarem nações, forçarem seu caminho à fama, ou atingirem o topo. Agora você está morrendo, e o que você pensa de tudo aquilo? É tão grandioso como parecia ser?"
No meio da encruzilhada devemos olhar para a cruz, contemplar o Bom Pastor que deu a vida pelas suas ovelhas e nos constranger com o supremo amor ali demonstrado por nós pecadores. Quando vislumbramos a Cruz percebemos que as ações que achávamos grandiosas e das quais sentíamos tanto orgulho não são nada em comparação à ação suprema de Cristo. No final de tudo, como diz o sermão de Spurgeon, nada mais importará, a não ser a Verdade revelada pela cruz. Nossos feitos, nossa fama e conquistas serão insignificantes. No meio da encruzilhada, o diabo se apresentará para "afinar o nosso orgulho um tom abaixo", como ele supostamente fez com o violão de Johnson. Mantenha seus olhos em Cristo, coloque sua vida nEle e Ele o encherá daquilo que realmente importa e nunca perderá o valor: Sua maravilhosa presença!
"A minha alma disse ao Senhor: Tu és o meu Senhor,
não tenho outro bem além de Ti". Salmos 16:2
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Regeneração e Verdadeiro Livre- Arbítrio
C.H. Spurgeon
O homem tornou-se tão decaído que ele não é capaz de cumprir a lei. É mais fácil o etíope mudar a sua pele ou o leopardo as suas manchas, do que aquele que está acostumado a fazer o mal aprender a fazer o bem (Jeremias 13:23); mas o que o homem não é capaz de fazer, por causa da perversidade da carne, Deus executa dentro dele, efetuando nele o querer e o realizar segundo a Sua boa vontade. Oh, que graça sublime é esta, que, enquanto perdoa nossa falta de vontade, também remove nossa carência de poder!
E, queridos amigos, não é uma maravilhosa prova da graça que Deus faz isto sem destruir o homem em absolutamente qualquer grau? O homem é uma criatura com uma vontade (um arbítrio), um "livre arbítrio" como eles às vezes é chamado, uma criatura que é responsável pelas suas ações; assim Deus não vem e muda nossos corações por um processo físico, como alguns parecem imaginar, mas por um processo espiritual no qual ele nunca arruína nossa natureza, mas torna a nossa natureza correta.
Se um homem se torna um filho de Deus, ele ainda tem uma vontade (um arbítrio). Deus não destrói o delicado mecanismo da nossa natureza, mas ele o coloca na marcha adequada. Nós nos tornamos cristãos com a nossa própria total aprovação e consentimento; e nós não guardamos a lei de Deus por qualquer compulsão a não ser a doce compulsão do amor. Nós não a obedecemos porque nós não poderíamos fazer o contrário, mas nós obedecemos porque nós não queremos fazer diferente, porque nós passamos a nos deleitar nela, e isto me parece a maior maravilha da graça divina.
Ele que pôs o homem no Jardim de Éden e nunca pôs qualquer paliçada ao redor da árvore do conhecimento do bem e do mal, mas permitiu que o homem fosse um agente livre, faz exatamente o mesmo nas operações da Sua graça. Ele deixa o seu povo entregue às influências que estão dentro de cada um, e ainda assim eles andam corretamente, porque eles são tão transformados e renovados pela Sua graça que eles se deleitam em fazer aquilo que antes eles detestavam fazer. Vejam, queridos amigos, como são diferentes o modo de agir de Deus e o nosso. Se você derruba um homem que está vivendo uma vida má, e o põe em cadeias, você pode torná-lo honesto pela força; ou se você o deixa livre, e restringe-o por meio de leis do parlamento, você pode mantê-lo sóbrio se ele não puder adquirir nada para beber, você pode fazer com que ele fique maravilhosamente quieto se você puser uma mordaça na boca dele; mas esse não é o modo de Deus agir.
Eu admiro a graça de Deus agindo assim. Nós teríamos feito o relógio em pedaços, quebrado metade das rodas e feito novas ou algo assim. Mas Deus sabe como deixar o homem tão homem quanto ele era antes da sua conversão, e ainda assim fazê-lo tão completamente um novo homem que as coisas antigas já passaram e tudo se fez novo.
E isto é muito bonito também: que quando Deus escreve a Sua lei nos corações do Seu povo, Ele faz com que este seja o modo de preservação deles. Quando a lei de Deus é escrita no coração de um homem, aquele coração divinamente torna-se propriedade real, porque o nome do Rei está lá, e o coração no qual Deus escreveu o Seu nome jamais pode perecer.
FONTE: Bom Caminho
Publicado por Phil Johnson no site Pyromaniacs.
Fonte original: Trecho de um sermão chamado "A Lei de Deus no Coração do Homem" pregado no dia 28 de junho de 1885 no Tabernáculo Metropolitano, em Londres.
Tradução: Juliano Heyse
Via: Projeto Spurgeon
O homem tornou-se tão decaído que ele não é capaz de cumprir a lei. É mais fácil o etíope mudar a sua pele ou o leopardo as suas manchas, do que aquele que está acostumado a fazer o mal aprender a fazer o bem (Jeremias 13:23); mas o que o homem não é capaz de fazer, por causa da perversidade da carne, Deus executa dentro dele, efetuando nele o querer e o realizar segundo a Sua boa vontade. Oh, que graça sublime é esta, que, enquanto perdoa nossa falta de vontade, também remove nossa carência de poder!
E, queridos amigos, não é uma maravilhosa prova da graça que Deus faz isto sem destruir o homem em absolutamente qualquer grau? O homem é uma criatura com uma vontade (um arbítrio), um "livre arbítrio" como eles às vezes é chamado, uma criatura que é responsável pelas suas ações; assim Deus não vem e muda nossos corações por um processo físico, como alguns parecem imaginar, mas por um processo espiritual no qual ele nunca arruína nossa natureza, mas torna a nossa natureza correta.
Se um homem se torna um filho de Deus, ele ainda tem uma vontade (um arbítrio). Deus não destrói o delicado mecanismo da nossa natureza, mas ele o coloca na marcha adequada. Nós nos tornamos cristãos com a nossa própria total aprovação e consentimento; e nós não guardamos a lei de Deus por qualquer compulsão a não ser a doce compulsão do amor. Nós não a obedecemos porque nós não poderíamos fazer o contrário, mas nós obedecemos porque nós não queremos fazer diferente, porque nós passamos a nos deleitar nela, e isto me parece a maior maravilha da graça divina.
Ele que pôs o homem no Jardim de Éden e nunca pôs qualquer paliçada ao redor da árvore do conhecimento do bem e do mal, mas permitiu que o homem fosse um agente livre, faz exatamente o mesmo nas operações da Sua graça. Ele deixa o seu povo entregue às influências que estão dentro de cada um, e ainda assim eles andam corretamente, porque eles são tão transformados e renovados pela Sua graça que eles se deleitam em fazer aquilo que antes eles detestavam fazer. Vejam, queridos amigos, como são diferentes o modo de agir de Deus e o nosso. Se você derruba um homem que está vivendo uma vida má, e o põe em cadeias, você pode torná-lo honesto pela força; ou se você o deixa livre, e restringe-o por meio de leis do parlamento, você pode mantê-lo sóbrio se ele não puder adquirir nada para beber, você pode fazer com que ele fique maravilhosamente quieto se você puser uma mordaça na boca dele; mas esse não é o modo de Deus agir.
Eu admiro a graça de Deus agindo assim. Nós teríamos feito o relógio em pedaços, quebrado metade das rodas e feito novas ou algo assim. Mas Deus sabe como deixar o homem tão homem quanto ele era antes da sua conversão, e ainda assim fazê-lo tão completamente um novo homem que as coisas antigas já passaram e tudo se fez novo.
E isto é muito bonito também: que quando Deus escreve a Sua lei nos corações do Seu povo, Ele faz com que este seja o modo de preservação deles. Quando a lei de Deus é escrita no coração de um homem, aquele coração divinamente torna-se propriedade real, porque o nome do Rei está lá, e o coração no qual Deus escreveu o Seu nome jamais pode perecer.
FONTE: Bom Caminho
Publicado por Phil Johnson no site Pyromaniacs.
Fonte original: Trecho de um sermão chamado "A Lei de Deus no Coração do Homem" pregado no dia 28 de junho de 1885 no Tabernáculo Metropolitano, em Londres.
Tradução: Juliano Heyse
Via: Projeto Spurgeon
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A alegria de uma vida em unidade com Cristo
Por Pedro dos Anjos
Sucesso, saúde, conforto, prosperidade, um ótimo emprego, uma reputação, uma religião, ou melhor, um lado espiritual independente de religiões(a moda agora é essa). Ahhh... uma vida realizada. Essas têm sido as preciosidades nas vidas de muitos. Pessoas passam muito tempo perseguindo realizações e seguindo fórmulas para conquistar uma felicidade plena. As teologias que exaltam o "pare de sofrer!"ou o "tome agora posse de sua benção!" lotam igrejas e não é por acaso. Só que a plenitude de alegria não se encontra em nada disso. Isso só torna as pessoas mais e mais cheias de si. Jesus afirma que o nosso coração estará onde estiver o nosso tesouro. É imprescindível ao cristão em sua busca pela alegria que o seu coração esteja em Jesus, que somente ele seja o seu preciso tesouro, é firmada nele que a alegria é real, plena e inabalável.
Diferentemente da alegria fugaz que predomina nesse mundo, a alegria cristã não é baseada em circunstâncias nem é limitada por uma sensação de bem-estar. Ela vai muito além do prazer momentâneo e da falta de preocupações. Podemos chegar a essa conclusão quando nos reportamos a alegria expressa na vida dos seguidores de Cristo na Bíblia, ela era radicalmente louca aos olhos do mundo. Tomemos o exemplo de Paulo. Em meio a constantes aflições e perigos, Paulo tinha o Senhor como fonte de todo ânimo. Em 2 Coríntios no capítulo 11, do versículo 23 ao 29, o apóstolo lista algumas aflições pelas quais passou, incluindo ter sido chicoteado, preso, agredido com porretes, apedrejado, viajado em navios que naufragaram, passado fome e sede. Em tudo isso Paulo buscava se alegrar e animar os outros seguidores de Jesus e podemos ver isso na sua carta em que mais menciona a alegria, Filipenses. Vejamos quão poderosa é a alegria que tem o Senhor como fonte:
"O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever, para que, sempre e agora ainda mais, eu tenha muita coragem. E assim, em tudo o que eu fizer, tanto na vida como na morte, eu poderei levar outros a reconhecerem a grandeza de Cristo. Pois pra mim VIVER É CRISTO, e morrer é lucro." Filipenses 1:20-21.
"Pois ele tem dado a vocês o privilégio de servir a Cristo, não somente crendo nele, mas também sofrendo por ele" Filipenses 1:29
O sentido da alegria cristã está em olharmos para Cristo, para sua cruz e o engradecermos tanto na nossa vida, quanto na nossa morte. O "viver é Cristo" nos torna plenos e aptos para passar pelo sofrimento seguros naquele que é a razão da nossa esperança, pois o amor dele nos anima. Uma alegria espiritual que não é afogada pelas tristezas inevitáveis dessa vida. Ela também nos faz bondosos e misericordiosos uns com os outros(Filipenses 2:1).
"E não somente essas coisas, mas considero tudo como uma completa perda comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, meu Senhor. Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo e estar unido a ele. Eu já não procuro ser aceito por Deus por causa da minha obediência a lei. Pois agora é por meio da minha fé que sou aceito, essa aceitação vem de Deus e se baseia na fé. Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo e sentir em mim o poder da sua ressurreição. Quero também tomar parte nos seus sofrimentos, e me tornar como ele na sua morte, com a esperança de que eu mesmo seja ressucitado da morte para a vida." Filipenses 3:8-11
O meu sucesso, meu dinheiro, meu emprego, minha saúde, meus relacionamentos, a minha vida ou tudo mais que antes era o meu foco, o meu tesouro, tudo isso é nada em comparação ao valor que Cristo tem pra mim agora. Esse é o pensamento do cristão. Deus vem e quebra todo o orgulho que temos em nós mesmos e em nossas conquistas e o substitui por uma alegria humilde e confiante em sua soberania. Temos o privilégio de viver unidos com nosso Senhor e de participar em seus sofrimentos. Essa alegria na vida dos servos é usada por Deus para transformar vidas, levando-as a conhecê-lo.
Em seu livro "Em busca de Deus", John Piper mostra como a soberania de Deus é a base da nossa felicidade:
"Deus tem o direito, o poder e a sabedoria para fazer tudo o que o faça feliz. Nenhum dos seus propósitos pode ser frustrado. Por isso, Ele nunca tem deficiência nem necessidade. Nunca está de mau humor nem desanimado. Ele está sempre pleno, transbordante de energia para agir em favor do seu povo, que busca a felicidade nele."[1]
Deus deseja que seus servos sejam plenamente felizes, independentemente das circunstâncias em que eles se encontram. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito(Romanos 8:28). Através de Jesus, o amor de Deus é nosso e que nada poderá nos separar desse amor. Somos entregues como ovelhas que vão para o matadouro, correndo perigo de morte o dia inteiro. Mas em todas essas situações somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou!(Romanos 8:37). Saibamos que Deus é a fonte da real alegria e que Ele é capaz de transformar mal em bem, tristeza em felicidade. Sua vontade é soberana e em favor de todos aqueles que procuram nele a sua esperança.
Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito: Alegrai-vos! (Fl 4:4)
Nota:
[1] PIPER, John; Em Busca de Deus; Sheed Publicações
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